Métodos e dicas de estudo

  • 02/03/2018
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Estudar...essa é uma das tantas atividades da vida que, apesar de sabermos da importância, por vezes “deixamos de lado” e não fazemos como deveríamos. Hoje, então, vamos falar sobre métodos e dicas de estudo, com ações práticas e simples que podem ser feitas e ajudam a melhorar o rendimento acadêmico. Antes de comentar essas ações, existem três premissas importantes: a primeira é que o estudo é de fato uma tarefa árdua, de sacrifício, mas muito recompensadora, especialmente para quem quer ser grande – não se alcança a grandeza sem estudo e não é possível transferi-lo; a segunda coisa é ser realista, mas no seguinte sentido: se eu não tenho hábito de estudar, não vou conseguir, como mágica, começar a estudar 5h por dia, e o melhor é ir aumentando gradativamente o tempo de estudo; a terceira é que cada pessoa funciona de uma maneira, ou seja, você precisa conhecer o seu modo próprio de funcionamento para estudar de maneira conforme.

Da prática à excelência: como já foi dito, se você não tem hábito de estudar, não vai ser proveitoso passar muito tempo estudando. O melhor é começar com pouco tempo de por dia (pouco mesmo, como 20 ou 30 minutos) e ir aumentando semanalmente o tempo de estudo. Você pode definir o quanto vai aumentar de acordo com o seu próprio ritmo, e o importante é ir progredindo sempre. Para se tornar hábito, uma prática precisa ser exercitada por aproximadamente 6 meses, então, para tornar o estudo um hábito na sua vida, seja persistente.

Organização: aqui, além de realista, você precisa ser razoável e ter senso de hierarquia e prioridades. O primeiro passo é definir algumas coisas para organizar como será o estudo: quanto tempo livre eu tenho para estudar nessa semana? Quais são as prioridades de conteúdo? Saiba organizar com inteligência o tempo e as demandas para que se obtenha o máximo de aproveitamento. Outro ponto interessante quanto à organização é que não vale a pena fazer calendários muito longos, então o melhor é organizar os estudos semana a semana. Um bom dia para se fazer isso é no domingo, quando podemos recapitular as atividades da semana que está para começar e podemos distribuir as atividades com mais clareza e realismo.

Horários de estudo: muitos são os debates sobre a melhor hora de se estudar: estudo pela manhã, logo quando acordo? Ou pela noite? Antes de tudo, é importante conhecer as suas próprias normas de funcionamento, pois a medida de produtividade vai ser sempre de acordo com você. No entanto, uma “regra” que se deve observar é a seguinte: normalmente fazemos muitas coisas ao longo do dia, e, no que se refere ao estudo, é importante concentração e foco. Por isso, o melhor é estudar antes ou depois de termos entrado no giro das demais atividades, pois, enquanto estamos fazendo outras coisas, é impossível atingir a concentração necessária para se estudar – e é por isso que o melhor é estudar logo ao acordar (antes de “começar o dia”) ou de noite, ao chegar em casa (depois que o dia já “terminou”). Desse modo, você evita dividir a atenção do estudo com as outras demandas do dia.
 


 

“Estudar”: a palavra estudar é um verbo. Se os verbos indicam ação, não seja passivo no estudo! Isso significa que, para apreender melhor os conteúdos, você deve ser ativo e fazer coisas a partir do que foi lido. Já de começo, uma coisa indispensável é ler em voz alta. Ao fazer isso, você estimula um número muito maior de sentidos e, assim, absorve melhor o que está lendo. As demais ações também são dadas pelo estudante, pois as possibilidades são várias: você pode fazer síntese dos conteúdos, escrevendo (à mão, pois dessa forma estimulamos um número maior de neurônios) um número pré-definido (por você) de linhas (de 10 a 20 linhas, pois isso garante objetividade e aumenta o seu poder de síntese), de maneira a contemplar os principais pontos daquilo que foi estudado; ou boa ideia é fazer um resumo oral do conteúdo; você pode também discutir o assunto com um amigo que já estudou aquele assunto, sem nenhum tipo de consulta, para testar se você (e ele) realmente compreenderam o tema a ponto de desenvolver um diálogo. Outra maneira (muito eficaz) é pensar em aplicações práticas do conteúdo estudado – desse modo, você consegue vincular a teoria estudada à uma situação real, e, ao ver ou pensar na situação prática, o conteúdo teórico vem à tona na memória.

Tenha objetivo nos estudos: sabe por qual motivo muitas vezes o estudo parece chato? Porque muitas vezes não “linkamos” aquele esforço com os resultados que queremos obter. Você quer ser grande? Quer ter uma empresa? Um escritório de advocacia? Ser um grande profissional? O estudo é um dos meios pelos quais você chega lá, e é assim que ele deve ser encarado: uma parte do caminho! O processo, para ficar mais atrativo, pode ser também “moldado” pelo objetivo. Vamos tomar o curso de Direito como exemplo para entender isso: se você faz Direito e quer ser Juiz na área trabalhista, você pode esquematizar seus estudos nesse sentido. Pesquisar as quatro fases da prova, os temas cobrados, e se focar nas áreas do Direito que de fato serão úteis para você. Em síntese, você precisa ver sentido no estudo.

Saiba aproveitar a aula: e também os momentos em casa! É preciso entender como, para você, é mais funcional realizar o seu estudo, o que você pode aproveitar na aula e como você pode “render” em casa. Esse processo também é muito pessoal, pois algumas pessoas aprendem melhor a partir da explicação do professor, já outros preferem ler sozinhos, então aqui também é necessário saber um pouco sobre si mesmo. Em sala de aula, o mais importante é saber como “extrair” o máximo do professor. Ele não é o único detentor do conhecimento, então uma boa estratégia é descobrir com ele quais são os assuntos das próximas aulas e realizar estudos em casa antes da aula, pois, dessa forma, você utiliza a aula para tirar dúvidas e para ver algo que passou despercebido durante o seu estudo. Você também pode tirar dúvidas com amigos ou outras pessoas que tenham domínio do assunto que você está estudando. O professor é um guia, mas o aluno pode (e deve!) ser independente.

Ambiente de estudo: para se ter um estudo proveitoso, o seu local de estudo PRECISA estar em ordem. Escolha um lugar limpo, organizado e agradável para estudar, e um lugar que não cause distrações: estudar, por exemplo, em uma mesa com uma janela que dá vista para o mar ou para um belo campo é uma atitude que dificulta a concentração! Prepare o local com tudo o que você vai precisar, como livros, cadernos, lápis, canetas... e isso também significa deixar de lado também aquilo que você não precisa, ou seja, nada de celular! De preferência, desligue o celular e deixe-o em um lugar distante. Para quem gosta de estudar no computador, ele pode ser uma grande ferramenta, mas não funciona sozinho. Além disso, é preciso ter disciplina, foco e responsabilidade com esse meio, pois muitos vão estudar no computador, mas em poucos minutos já estão navegando em outros sites da web.

Conhecimento interdisciplinar ajuda (e muito!): por fim, seja interessado e curioso sobre o máximo de coisas possíveis, pois esse é um excelente modo de “gravar” o que foi estudado. Isso acontece porque você conecta o estudo com situações práticas e vê aplicação do conteúdo, e isso faz com que você “crie” imagens mais concretas para lembrar do conteúdo. Um claro exemplo disso: a maioria das pessoas, mesmo sem nunca ter estudado Direito, sabe a diferença entre homicídio doloso e culposo. Como isso é possível? Ao ler notícias, muitas vezes nos deparamos com esses termos em situações da vida real e, aos poucos, vamos apreendendo o sentido. Isso acontece com qualquer conteúdo. Outra dica muita boa, principalmente para lembrar de termos mais difíceis e de seus significados, é buscar saber a etimologia da palavra. Muitas vezes as palavras grandes e difíceis de lembrar são junções de dois termos, mas só conseguimos visualizar com clareza essa combinação quando descobrimos quais são esses termos. Essa medida é boa de maneira geral, pois aumenta o nosso vocabulário e nos dá muito mais capacidade lógica de descobrir o significado de um termo observando a formação da palavra.

 

 

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