O que esperar do seu primeiro ano de faculdade?

  • 07/03/2018
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Na vida, algumas fases são marcantes e, em especial, nos marcam aquelas que trazem grandes mudanças para a nossa realidade. Por mais que a memória não alcance, mas são fatos como o primeiro dia de aula, o início da prática regular de um esporte, a dedicação à um instrumento musical, a decisão interna e séria de adotar determinadas atitudes para atingir um objetivo... Todas essas passagens representam grandes viradas na nossa vida, incluindo rotina, relações interpessoais, interesse, mentalidade e estilo de vida.

Dentre esses períodos, um dos que se destacam é o ingresso no Ensino Superior e, mais especificamente, os primeiros seis meses, primeiro ano do curso de graduação escolhido. E muitos são os motivos desta ser uma fase tão marcante na vida de uma pessoa: estamos entrando na fase adulta da vida, mas ao mesmo tempo ainda não temos a maturidade necessária para lidar com tudo; passamos a dividir a sala de aula com as mais diversas pessoas – agora em todos os aspectos, a começar pela idade; os professores costumam ser muito diferentes daqueles do Ensino Médio; os assuntos que estudamos, da mesma forma, costumam não guardar relações tão fortes assim com os conteúdos escolares. Enfim, são muitos pontos, mas, em síntese, uma coisa que costuma acontecer é que ampliamos o nosso “raio de visão” e passamos a enxergar um sem-fim de possibilidades que antes nos pareciam distantes ou nem mesmo passavam pelo pensamento.

Isso acontece porque, via de regra, os centros de ensino superior são locais de livre pensamento, de debate de ideias e, essencialmente, de desenvolvimento da inteligência humana. Esse é um pressuposto que os calouros devem carregar consigo e, mais do que isso, devem ter a mente sempre disponível para aprender e para mudar algum aspecto da própria vida, dos maiores aos mais banais – afinal, essa é, essencialmente, uma fase de autoconhecimento e descobertas!

Então, como podemos aproveitar esse período da melhor forma? Vivendo cada momento com o seu devido valor e buscando perceber como cada atividade nos “toca”. Além disso, um certo relativismo, responsável e tendo como base sempre cada um de nós, é importante, e dentro disto, o questionamento sadio e a experimentação do maior número de atividades. Também a interação com os amigos é muito interessante, pois estes podem ser ótimos pontos de desenvolvimento mútuo. Isso se justifica pois, nesse momento, nós ainda temos “elasticidade”, e é mais fácil e simples a realização de mudanças funcionais na própria vida.

Pesquise sobre os projetos que a instituição oferece e participe daqueles que lhe são simpáticos; busque atividades práticas dentro do curso escolhido; busque trabalhar, até mesmo com coisas que, a princípio, não parecem ter muita relação com a sua graduação. E por qual razão tudo isso é importante? É na ação que nos conhecemos e nos construímos, então precisamos fazer para descobrir a nossa identidade! E, a partir dessas atividades, procure sentir e entender quais te dão mais ganho, mais felicidade, mais realização – esse é um ótimo indicativo de, por exemplo, o tipo de profissão que, no futuro, lhe trará realização. Ah, outra coisa importante aqui: não tenha receio da opinião alheia sobre alguma escolha, desde participar de um projeto até, eventualmente, mudar de curso. A verdade de cada um é individual e deve ser construída assim, individualmente, nas escolhas de decisões.

E, no mais, viva essa bela fase da vida! Quando entramos na faculdade, estamos em um período da vida no qual temos muita energia, força e vontade de fazer! Direcione toda essa abundância vital para atividades que de fato lhe fazem crescer e se descobrir, pois a vida é um grande presente para aqueles que sabem vivê-la de acordo com a própria identidade!

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