Conheça o Curso de Bacharelado em Direito

Conheça o Curso de Bacharelado em Direito

É impossível pensar na vida social harmônica sem a regulamentação providenciada pelo Direito. A ciência jurídica é responsável por organizar a vida em sociedade e garantir as condições básicas para que cada um tenha possibilidade de viver com as diversas garantias para tal e, no que se refere ao sistema de funcionamento e regulamentação social, o Direito pode ser considerado o elemento mais humano – afinal, as a legislação de um país não é imutável, então a inteligência humana pode sempre incrementar o código para prover ainda mais oportunidade para desenvolvimento.

É impossível não citar o Direito e o ser humano sem entender o importante pressuposto de que o homem é um animal social. Esse fato já foi explicitado por várias mentes da filosofia e da sociologia e pelos dizeres latinos ubi homo, ibi societas (onde está o homem, está a sociedade); ubi jus, ibi societas (onde está o Direito, está a sociedade); e ubi jus, ibi homo (onde está o Direito, está o homem). Essa relação se torna indispensável por conta do que foi citado anteriormente: o homem precisa da sociedade para atuar a própria inteligência, e o Direito é o instrumento que pode garantir, pela sua força regulatória e coercitiva, o bem-estar e a liberdade para o homem.

O curso de Direito da AMF, partindo dessas premissas, foi desenhado para integrar diversos conhecimentos que, combinados, formam um grande operador do Direito, comprometido com o bem-estar social:

- O curso de Direito da AMF tem nota 5 pelo MEC, o que reforça a qualidade quanto ao saber técnico acerca das leis, seus fundamentos e origens;

- Pensamento filosófico e humanismo, que permeiam toda a grade curricular do curso e ensinam não apenas a história da Filosofia, mas instigam o aluno a desenvolver uma mente filosófica, sempre atenta e curiosa, em busca das melhores soluções;

- Professores que são, além de docentes, profissionais reconhecidos nas suas áreas de atuação, que vão do setor público ao privado. Aqui, ensinam juízes, procuradores e advogados das mais diversas áreas;

- Projetos inovadores e voltados para o desenvolvimento de competências especialmente funcionais para o aluno do Direito: o Campeonato Jurídico de Oratória e Retórica, realizado anualmente e que coloca os alunos em um campeonato de debate sobre assuntos que envolvem o Direito, Sociologia e Filosofia, em uma oportunidade e exposição que reforça a lógica, a capacidade de falar em público e a argumentação. O Trivium, iniciativa que se relaciona bastante com o Campeonato, oferece aulas de lógica, escrita e oratória e retórica, habilidades de comunicação que podem, no mundo de hoje, constituírem diferenciais de atuação. Por fim, para quem gosta de escrever, o Núcleo de Excelência em Linguagem é uma oportunidade de aprimorar a língua portuguesa e a linguagem escrita.

O Núcleo de Prática Jurídica da AMF possui sedes no Recanto Maestro, campus da AMF, no município de Faxinal do Soturno e a nova unidade, em Cachoeira do Sul, está quase pronta! Isso garante a prática jurídica e o aprendizado dos alunos aconteça também como prestação de serviço à população;

- Na AMF, são frequentes as palestras com grandes advogados e políticos, bem como as visitas técnicas para conhecer os maiores escritórios do Brasil e as instituições que compõem os Poderes Judiciário, Legislativo e Executivo, além da participação em Congressos e Seminários. As viagens normalmente são organizadas pelos alunos com supervisão dos professores, fato que estimula a autonomia dos estudantes.

Com o tipo de formação oferecido no curso de Direito da AMF, o aluno aprende a ser agente de solução nos mais diversos casos, quanto no ramo privado, quanto no público, e começa a entender o Direito como uma ferramenta que deve ser utilizada em favor do bem-estar e do desenvolvimento do ser humano, colocando em prática a ética e a justiça como instrumentos para o progresso do indivíduo, das empresas, das organizações e da sociedade.

Seu sonho é ter uma carreira de sucesso no Direito? Então venha construir o seu futuro conosco!

  • segunda-feira, 30 de abril de 2018
Como traduzir a intuição em um Plano de Marketing

Como traduzir a intuição em um Plano de Marketing

O líder é o centro resolutivo da empresa, mas ele não pode, evidentemente, fazer tudo sozinho. As pessoas que estão com ele, o corpo operativo da empresa, a partir das diretivas do empresário, constituem com ele o sucesso. Essas indicações, para serem de fato fonte de eficiência e resultado, devem nascer da intuição do empresário, e ele, após colher a melhor ação do momento, deve ser capaz de “traduzir” essa informação para os seus colaboradores, fazendo a mediação entre o seu mundo interno e o externo. O desafio, depois de compreendido como fazer a leitura dessa orientação interna, é transformar isto em uma mensagem legível também para a organização.

Um dos meios de se fazer isso é montar um Plano de Marketing que contenha os elementos-chave da intuição, traduzindo-a em atividades específicas para que cada colaborador entenda qual é a sua função empresarial e, mais do que isso, que as diversas funções estejam alinhadas ao alcance de um mesmo objetivo. O Plano de Marketing também serve para fazer a verificação dos procedimentos e do andamento das ações planejadas. Nesse nível, entende-se o Plano de Marketing não como algo necessariamente pertencente ao setor comercial da empresa, mas como um documento compartilhado dentro da organização, e deve ser utilizado pelo líder como um instrumento para envolver os responsáveis pelas diversas funções empresariais, os melhores do seu grupo de vendedores, os melhores responsáveis pelo marketing, os melhores do grupo de pesquisa e desenvolvimento da empresa, os clientes mais fiéis e inclusive os concorrentes.

Por tudo isso, o empresário deve construir esse Plano de Marketing não de maneira isolada, mas após ter escutado todos aqueles que são pessoas-chave e influenciam o seu negócio (por isso também estão inclusos os concorrentes), e assim ele começa a desenvolver um modelo econômico que seja específico para a realidade da sua empresa, eficaz e justo dentro do seu próprio contexto. Esse documento, portanto, torna-se uma espécie de compartilhamento da intuição do líder com a sua equipe, de forma que os colaboradores consigam, dentro das possibilidades, compreender a intuição. Para desenvolver o Plano de Marketing de maneira funcional, algumas passagens fundamentais devem ser observadas:

• Escuta ativa;
• Desenvolvimento da estratégia;
• Comunicação da estratégia;
• Desenvolvimento do plano de ação;
• Revisões do andamento do trabalho;

1. Escuta Ativa

Como já sinalizado anteriormente, essa é a fase na qual o empresário escuta as informações mais relevantes para o seu business, a organização interna, os processos, os produtos, a concorrência, as tendências do mercado. Daquilo que é tarefa inderrogável, intransferível      e subjetiva do líder, esse é o momento também de reconhecer se existem resistências inconscientes, problemas pessoais que podem comprometer o alcance do objetivo e situações que podem bloquear o progresso programático das ações.

2. Desenvolvimento da Estratégia

Na segunda fase do processo, o líder define a estratégia com autonomia, seguindo a sua informação intuitiva, que o líder deve aprender a colher com racionalidade. Por meio da intuição, o líder garante que não irá incorrer em estereótipos, ditames sociais ou complexos. A estratégia obtida deve ser “traduzida” em elementos compreensíveis ao processo racional presente na empresa (sem que isto, obviamente, interfira aquilo que foi indicado pela intuição).

3. Comunicação da Estratégia

Depois de montada, é hora de apresentar a estratégia aos colaboradores! Isso se faz com um grupo restrito, e nesse momento o líder deve fazer perguntas, dar sugestões, pois é com base nesses comentários que o grupo colocará em ação a estratégia, sempre sob a supervisão do líder. Nesse processo, o empresário deve estar no ápice de sua atenção para garantir que nenhum elemento da sua estratégia seja diluído.

4. Desenvolvimento do plano de ação

Depois das indicações, o grupo restrito inicia o desenvolvimento de um plano de ação, sempre com base naquilo que foi apresentado pelo líder e sob a sua supervisão. O plano deve ser claro no que se refere à estratégia e também na divisão e regulamentação de atividades: responsabilidades, prazos, distribuição de recursos, métricas etc.

5. Revisões

A líder deve, com o grupo restrito, realizar reuniões para revisar os planos de ação e a progressão do trabalho. Essas revisões devem ser, no mínimo, trimestrais, mas o líder deve definir a frequência de acordo com o contexto, trabalho, importância e necessidade. Essas revisões devem ser feitas em confronto com os parâmetros definidos no início do processo, e cada revisão deve, em síntese, deve reportar as outras quatro fases do processo de marketing. Se for necessário, o líder deve intervir e modificar a estratégia e os panos de ação.

Este e outros assuntos são abordados no curso de Extenção Escola de Negócios: faculdadeam.edu.br/extensao/escola-de-negocios

  • quinta-feira, 26 de abril de 2018
Formação prática em uma faculdade distinta

Formação prática em uma faculdade distinta

Hoje, muito se busca uma instituição que ofereça uma preparação sólida para o mercado de trabalho, afinal, todos buscam uma formação que consinta ingressar no mercado de trabalho de forma superior. A AMF, na sua proposta pedagógica, prevê o desenvolvimento também profissional do aluno – e isso pode ser verificado tanto nos pilares de formação da instituição quanto de forma prática, nas aulas e nos projetos.

Em se tratando dos pilares de formação, destacam-se o estudo e o trabalho e, aqui, os dois andam “de mãos dadas”: a teoria fundamenta a prática, mas é a prática que desenvolve a teoria! Por isso, o corpo docente da AMF é composto por professores com titulação e sólido percurso acadêmico, mas que também atuam de maneira destacada no mercado de trabalho. Isso garante que o conhecimento seja entendido não apenas sob um viés conceitual, mas é possível visualizar de maneira concreta e, mais ainda, viva, pois são as experiências próprias dos professores que entram como elemento ilustrativo para a aula, pois aqui na AMF, ensina quem faz. Em relação ao trabalho de fato, são diversos projetos de extensão e oportunidades de estágio, e tudo isso para possibilitar ao aluno, desde cedo, o desenvolvimento de uma atitude e de uma mentalidade que seja convergente às exigências do mercado de trabalho, formando, desse modo, um profissional capacitado a resolver de fato as problemáticas que se apresentam no mundo, com qualidade, criatividade e eficiência. Além disso, é por meio do trabalho, da ação prática, que o ser humano se descobre e se constrói!

Nós consideramos isso um ponto de muita relevância e nos orgulhamos muito disso porque normalmente as instituições não formam o aluno para o mundo do trabalho: a formação é acadêmica e focada no desenvolvimento de acadêmicos, ou seja, falta a práxis profissional, e isso se evidencia inclusive na orientação profissional dos professores. No fim, muitas instituições falam em formação diferenciada, e normalmente evocam argumentos sobre o corpo docente, projetos de extensão e infraestrutura – e esses fatores constituem sim elementos importantes e essenciais no processo formativo do indivíduo – mas o maior diferencial é oferecer um tipo de formação que seja conforme a medida de cada aluno em particular, entregando de fato valor a cada um. Sob esse viés, a AMF é entendida como uma instituição distinta, pois essa palavra traz consigo um significado de superioridade, enquanto “diferenciada” remete à algo diferente, e a AMF, nesse caso, não pode ser considerada uma instituição diferenciada: ela é, dentro da sua proposta pedagógica e na sua prática, em igualdade aos alunos, no sentido de proporcionar a cada um o desenvolvimento que seja igual à própria inteligência e conforme o próprio potencial!

  • sexta-feira, 20 de abril de 2018
A Importância da atualização contínua para o sucesso profissional

A Importância da atualização contínua para o sucesso profissional

Não é surpresa para ninguém que o Brasil é um grande país, com potencial para ser uma das maiores nações do planeta, com abundância riquezas, recursos naturais, matérias-primas e, principalmente, pessoas que, assim como o país, possuem um grande potencial para realizar tantas coisas grandes. Mas qual é o motivo então que impede o país de requerer a sua posição natural como protagonista mundial?

Isto reside principalmente nas pessoas, e é paradoxal como a nossa maior força também se torna parte dessa situação: da mesma forma que o povo tem uma capacidade fantástica, costuma permanecer anestesiado, acomodado, e falta com o compromisso fundamental do estudo, da dedicação intelectual, da busca pelo saber e pelo conhecimento. Parte disto se relaciona com a ideia de que o brasileiro é intuitivo, mas isso, apesar de ser um lugar comum, não é verdadeiro: não sabendo o que é de fato a intuição e não sabendo como fazer a racionalização, fala-se de algo que não representa o que é de fato a presença da vida no dado histórico do indivíduo. De fato, o brasileiro precisa estudar muito mais, e essa é condição essencial para que seja possível o crescimento condizente ao que pode ser feito. Dentro disso, um conceito importante é o de life long learning: a formação do indivíduo, de maneira integral, deve ser contínua, com atualização sobre as novas práticas de atuação no próprio campo de atuação.

O empresário, em especial, tem um grande papel nesse processo e, por isso, deve ser mais responsável – através da sua atuação, ele produz riqueza, emprega tantas outras pessoas e gera valor para o país. Ele, mais do que os outros, tem a tarefa de levar a sério o próprio crescimento, e esse “dever” não é meramente social, mas algo existencial, pois os empresários têm uma certa inquietude que é imperativa à ação e realização. Pensando nisso, a AMF busca fazer a sua parte e contribuir com o desenvolvimento do país a partir justamente da formação de pessoas, e uma das ofertas, pensando em nível empresarial, é o Escola de Negócios! Esse curso busca proporcionar aos empresários a possibilidade da formação continuada, e foi feito com base nas mais atuais técnicas de gestão empresarial e levando em conta também a realidade empresarial da região, sendo, portanto, um curso sob medida para aqueles que buscam uma opção formativa inovadora e atualizada.

A AMF traz desde a sua missão – “Formação de uma nova inteligência empreendedora, individuada, reforçada e focalizada na ação prática do sucesso, humanamente superior e socialmente correta” – o compromisso com um tipo de formação eu seja função de crescimento para o país através das pessoas. Ao começar o Escola de Negócios, o empresário entende que o líder é de fato o ponto de sucesso da empresa e se sente motivado a continuar o seu percurso de estudos, pois esse curso, assim como todos os outros da AMF, se fundamentam na práxis de sucesso em aulas com professores que aplicam com êxito aquilo que estão ensinando. No que se refere à continuidade de estudo, o empresário pode também iniciar o MBA Identidade Empresarial ou participar do Alta Formação Empresarial, curso modular também com foco na ação empresarial de sucesso.

Saiba mais sobre o curso Extenção Escola de Negócios em: faculdadeam.edu.br/extensao/escola-de-negocios

  • segunda-feira, 16 de abril de 2018
Os três pontos para ingressar no Mercado de Trabalho

Os três pontos para ingressar no Mercado de Trabalho

Esse texto tem como público-alvo os jovens que têm vontade de ser resposta às expectativas que empresas, líderes e instituições públicas frequentemente têm. Vamos tratar sobre algumas atitudes para que o jovem possa visualizar o modo para entrar como protagonista no mundo do trabalho, começando desde cedo a fazer bem a própria trajetória – e assim, ter desde cedo um ganho progressivo na parte financeira, mas também no que se refere ao respeito profissional e ao desenvolvimento da própria carreira.

É importante destacar que o conteúdo não faz referência à preparação técnica, mas sim a uma mentalidade adequada para que o jovem possa entrar com inteligência no mercado. Em suma, é uma psicologia prática para se inserir no contexto profissional de maneira responsável. “Responsável” possui dois sentidos etimológicos importantes, que devem sempre estar presentes naqueles que buscam mais de si mesmo: pode ter o sentido de “respondere”, ou seja, de responder às situações da melhor maneira; o outro, que entende a palavra como “res pondere”, adquire o sentido de “ponderar a coisa (a res)”, sendo, portanto um critério de prioridade, que permite ao indivíduo ponderar, dentre todas as situações, qual é aquela prioritária no momento.

Existem outras premissas interessantes, além da responsabilidade, que devem ser sempre observadas: o emprego deve ser encarado como um meio de realizar a própria ambição e, por isso, deve-se buscar aquele que seja mais coerente ao que se quer para a vida, levando em conta principalmente o quanto de aprendizado se ganha naquele ambiente profissional; quanto maior for a contribuição qualificada que o jovem souber dar para a empresa, maior será a gratificação recebida, sob todos os aspectos; é preciso construir a própria estrada de maneira autônoma, com humildade e buscando as oportunidades que mais garantem ganho de inteligência e personalidade, sem confiar nas leis ou em justiça social.

Base Econômica

A Base Econômica é o ponto de trabalho, o ganho contínuo de renda. Em síntese, a Base Econômica Base Econômica se entende a educação a saber fazer algo para criar o própria ponto econômico, é o princípio da liberdade da pessoa humana, pois faz dela o construtor da própria autonomia. Não é, então, a conta do banco, mas esta já é uma consequência. A Base Econômica é indispensável para aqueles que querem ser líderes, e a referência-base da sua constituição é sempre a economia de si mesmo: a economia é a dignidade de existir conforme o próprio modo.

A pergunta fundamental aqui é: o que eu sei fazer? E a resposta é a própria base econômica: é o que se pode oferecer ao mercado de maneira qualificada e que gera para o indivíduo a condição de gerar a própria riqueza.

Para criar uma verdadeira base econômica no mundo de hoje, existem algumas premissas indispensáveis:

  1. Um diploma de nível superior. Do ponto de vista social, um diploma é sempre algo valorado, além de que é um primeiro passo na trajetória acadêmica específica do indivíduo;
  2. Saber pelo menos uma língua estrangeira, além da de origem. No mundo globalizado, é preciso estar em condição de comunicação com o mundo e, por isso, podemos estender esse ponto para ao menos duas estrangeiras, o inglês e outra. Hoje, a língua inglesa é essencial para se atuar com ambição no mercado de trabalho;
  3. Saber usar bem o computador e a internet. Atenção: saber usar BEM! Isso significa utilizar todas as possibilidades que a internet oferece para se desenvolver e aprender, ou seja, pode-se fazer cursos online, acessar livros com facilidade e pesquisar sobre os mais diversos assuntos, expandindo o próprio campo de conhecimento;
  4. Especializar-se em um campo de interesse. Não precisa ser necessariamente o definitivo do próprio escopo geral, mas que dê uma eficiência de ganho constante e contínua atualização. O melhor é escolher duas, no máximo três áreas que vão garantir a sua atuação, e normalmente em conexão, no sentido de que existe aquela que é o seu core business, o seu principal negócio, e depois uma ou duas que estão coligadas e que garantem a sua distinção no mercado;
  5. Aprender a falar bem em público e imediatamente reforçar a própria imagem. Por mais que seja difícil e que muitas vezes cause medo, não se pode aspirar altas posições sem saber falar bem em público. O reforço da própria imagem anda de mãos dadas com isso.

Essas cinco condições são essenciais para criar uma base econômica própria.

Liberdade Legal

O ser humano é, essencialmente, um ser social, e precisa da sociedade para se desenvolver e colocar em prática o seu potencial. O líder, então, move-se, trabalha e realiza no ambiente social, e existem armadilhas que demandam atenção, principalmente no que se refere ao conjunto legal, e essa relação entre indivíduo, sociedade e Direito era salientada já em expressões latinas: “ubi homo, ibi societas” (onde está o homem, está a sociedade); “ubi jus, ibi societas” (onde está o Direito, está a sociedade); e “ubi jus, ibi homo” (onde está o Direito, está o homem). A legalidade é o direito de agir socialmente.

No mundo de hoje, a lei é prioritária sobre o dinheiro e, em cada situação, é necessário saber como ocorre o domínio legal: a lei, naquele específico caso, está do seu lado ou joga contra você?

Dentro disso, é imprescindível ser correto do ponto de vista legal, pois agir contra a lei é sempre uma perde de direito de muitas coisas. Aqui, deve-se atentar também aos colaboradores, se for o caso. Esse conhecimento legal é assim importante já de saída: a lei não admite ignorância e isso está explícito no código legal brasileiro, conforme o Artigo 3º da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, “Ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando que não a conhece”.

Em síntese, a atenção aos aspectos legais e também fiscais nunca é demais, pois é a garantia de defesa contra os eventuais ataques que são arquitetados contra aqueles que têm sucesso – e esses ataques surgem das mais diversas fontes.

Pessoas de Apoio

As pessoas de apoio são aquelas com as quais se estabelece uma relação profissional que dá garantia nos aspectos econômico e legal, sendo, portanto, pessoas de suma importância para a progressão profissional. Deve-se cultivar essas pessoas e eventualmente até dar o protagonismo para eles, mas sempre visando o próprio sucesso.

Essas pessoas não são os colaboradores, mas profissionais especializados em um dado setor, e não são mais do que 5 ou 6: contador, jornalista, psicólogo, advogado... São profissionais com credibilidade social e maturidade que, em momentos específicos, podem ser úteis.

O líder é a figura central e progride em relação à inteligência específica e superior de solução do problema e, além de si mesmo, pode se valer de outros inteligentes que realizam um ofício diverso, mas correlato ao negócio, que possuem a expertise para resolver outros problemas, formando uma continuidade de conhecimento.

  • segunda-feira, 2 de abril de 2018
Escolha de morar sozinho

Escolha de morar sozinho

Dentro do processo de desenvolvimento e crescimento do homem, é natural ter o próprio espaço – e isso implica, em um determinado momento histórico, sair de casa. Esse momento varia bastante, vindo cedo para alguns e mais tarde para outros.

Quando somos jovem, normalmente queremos fazer tantas coisas, e é comum esse desejo de sair de casa estar presente nesse mar de anseios, e de forma recorrente a situação se dá em três formas: ou existe a vontade, mas ao mesmo tempo não se quer perder a comodidade de morar na casa dos pais; ou a pessoa realiza a mudança, mas se vê perdida e sem saber o que fazer; ou se faz a mudança e se busca aprender e resolver as situações que aparecem. Esse último é, claro, o melhor modo de realizar essa passagem.

Retomando o que já foi dito, é natural da vida o morar sozinho (ou às vezes com amigos ou parceiros), então quanto mais cedo se começa esse processo, mais frutos serão colhidos. O ponto fundamental aqui é o modo como se enxerga o caso: você pode ver como solidão, mas também pode ver como uma oportunidade para se desenvolver e aprender a gerenciar de maneira mais autônoma o próprio espaço, as próprias atividades e a própria vida!

Muitas são as possibilidades quando se passa a morar sozinho: podemos morar, de fato, sozinhos; podemos nos mudar para uma república, com outras pessoas; ou para uma Casa do Estudante, no caso da mudança para realizar um curso superior. Em cada um desses, existem pontos de vantagem, e cabe a cada um saber usar o novo estado em favor próprio. Pode-se, por exemplo, transformar a tão dramatizada solidão em um momento de reflexão, de autopercepção e de autoconhecimento, aproveitando para ficar só consigo mesmo e aprender melhor o próprio funcionamento e os próprios modos (um conhecimento por vezes negligenciados pela velocidade com a qual vivemos a vida hoje em dia). No caso de morar em um local com outras pessoas, pode-se socializar e trocar experiências com os outros moradores, desde assuntos dos cursos até culinária ou cuidado doméstico, afinal, não são todos que se mudam sabendo cozinhar e limpar a casa (quantas histórias já ouvimos de pessoas que passam algum tempo comendo macarrão instantâneo laugh). 

Em síntese, a saída de casa e o morar sozinho não é exatamente uma escolha, do ponto de vista que é algo natural e saudável, mas a escolha se dá em quando essa transição será feita. E o mais legal é perceber como coisas relativamente simples (organização doméstica, preparar a própria comida e manter o espaço organizado) fazem uma grande diferença também nas outras esferas da nossa vida, pois ao cuidarmos com responsabilidade dessas coisas, fazemos também a construção da possibilidade de desenvolvimento e aprimoramento acadêmico, profissional e pessoal!

  • quarta-feira, 28 de março de 2018
Conheça a Casa do Estudante da AMF

Conheça a Casa do Estudante da AMF

Dentre os muitos serviços ofertados pelas instituições de ensino superior, as casas do estudante costumam ser uma das mais importantes, principalmente por possibilitar a alunos de outros locais a moradia em uma nova etapa de vida.
Mas é de se pensar em um propósito maior para as casas do estudante do que simplesmente o de oferecer aos alunos um local para morar. Por que não alinhar a casa com a proposta pedagógica da instituição? Ou mesmo tornar o ambiente amistoso para que todos possam ter melhoramento na qualidade de vida? É pensando nisso que a Casa do Estudante da AMF busca, de acordo com os princípios praticados aqui, funcionar também quase que como um projeto de formação.
Antes de tudo, deve-se compreender o quão importante é o próprio ambiente para o desenvolvimento: sem um local limpo, tranquilo e organizado, não se pode aprender de maneira adequada. Por essa razão, além de ser incentivada a convivialidade entre os moradores, a limpeza dos ambientes comuns e privativos é feita pelos próprios moradores – afinal, a pessoa faz o ambiente e o ambiente a faz. Ainda no contexto de interação, socialidade e estilo de vida, os moradores também possuem toda a condição para prepararem as próprias refeições e comerem junto com os colegas. A Casa também possui uma firme coordenação pedagógica que está sempre presente no Recanto, conversando e auxiliando os alunos para que tudo possa estar organizado e funcionando da maneira pretendida.

Cozinha Comunitária da Casa do Estudante AMF

Assim como toda a AMF e do Recanto Maestro, a Casa do Estudante também pratica uma gestão sustentável: o aquecimento da água é feito por meio de energia solar, o sistema de tratamento de esgoto garante o saneamento básico e toda a infraestrutura da casa é montada pensando em garantir bem-estar e crescimento aos moradores.
Além disso, a formação acadêmica e profissional também é exigida: como contrapartida por morar na casa (visto que o número de vagas é limitado e existe concorrência) o morador precisa estar realizando uma atividade profissional ou então participar do projeto Escola da Vida, uma iniciativa da AMF em parceria com a Fundação Antonio Meneghetti voltada para os alunos que estão no começo do seu percurso: são aulas e oficinas que envolvem principalmente formação técnica e postura profissional, com o objetivo de incentivar os novos alunos a se qualificarem e buscarem oportunidades de trabalho.

  • sexta-feira, 23 de março de 2018
Os pilares da comunicação

Os pilares da comunicação

É difícil imaginar uma situação na qual a comunicação não seja importante – e o desafio é ainda maior se adicionarmos o ambiente social. Nesse aspecto, é importante compreender, como já foi abordado por filósofos, sociólogos e cientistas políticos das mais diversas épocas, que o homem é um animal social, ou seja, a sua tendência é a vida em sociedade, e então realmente fica impossível imaginar a ausência de comunicação.

Quando nos referimos a comunicação, é importante ressaltar que falamos sobre toda as suas formas: verbal, não-verbal, escrita... São tantas formas pelas quais as pessoas comunicam, e é preciso estar atento a todas elas, até porque muitas vezes, mesmo inconscientemente, estamos transmitindo alguma mensagem. Vamos, então, analisar alguns aspectos envolvidos no processo de comunicação: a lógica, a escrita e a oratória e retórica.

A lógica é uma das primeiras áreas do conhecimento a surgir, sendo um dos ramos da filosofia, sendo Aristóteles considerado o pai da lógica formal. A palavra tem origem no grego λ?γος (lógos), que significa palavra, estudo, razão. A lógica é, então, o critério da racionalidade, e por isso deve guiar toda espécie de comunicação. Nesse ramo, devemos ficar atento principalmente com a coerência de discurso, o encadeamento, ou seja, a progressão das ideias e na argumentação. Sendo a lógica a ciência do pensamento, existem algumas premissas que devem ser observadas e alguns cuidados na hora de exercitar uma argumentação para que esta seja, de fato, lógica. Para isso, existem as chamadas Leis do Pensamento:

- Princípio da não-contradição: duas proposições contraditórias não podem ser, ao mesmo tempo, verdadeiras.

- Lei do terceiro excluído: para qualquer proposição, ou ela é verdadeira ou a sua negação é verdadeira.

- Princípio da Razão Suficiente: para qualquer proposição verdadeira, existe uma razão, uma explicação suficiente.

- Princípio da Identidade dos Indiscerníveis: se dois elementos compartilham todas as propriedades, logo eles são idênticos.

Identificados os princípios para exercitar a maneira correta a lógica, é necessário cuidado com as falácias, são enunciados que, apesar de seguirem um raciocínio falso, pretendem simular a verdade. Confira aqui as falácias mais comuns:

- Dicto Simpliciter: essa falácia ocorre quando é feita uma generalização não qualificada. Exemplo: acordar cedo é bom, logo todos devem acordar cedo. Isso, naturalmente, é uma falácia, visto que a generalização não se aplica a todos. É necessário qualificar, ou seja, especificar uma das duas premissas para que o argumento seja, de fato, lógico;

- Generalização Apressada: se a pessoa generaliza algo com base em poucos indícios, está caindo nessa falácia. Exemplo: avisto 3 estudantes da escola X e todos eles são altos e magros, logo todos os estudantes da escola X são altos e magros. Quer dizer, baseado em uma amostra pouquíssimo representativa, formula-se um enunciado falacioso;

- Post-Hoc: essa falácia reside em estabelecer uma relação de causalidade entre dois eventos que ocorrem em sucessão cronológica, mas não estão diretamente relacionados. Exemplo: uma família sempre realiza as suas refeições sem a presença do filho. Um dia, o filho resolve realizar uma das refeições com a família e acontece uma briga. A família, então, culpa o filho pela ocorrência da briga, visto que, antes dele se juntar, as brigas não ocorriam. Vejam que, apesar do encadeamento cronológico das situações, não existe relação de causa entre a briga e a presença do filho. Portanto, o argumento é falacioso.

- Premissas contraditórias: a pessoa incorre nessa falácia quando formula duas premissas que são, entre si, contraditórias. Exemplo: posso fazer tudo, só não posso voar. Ora, um enunciado contradiz o outro, e isso gera a falácia.

- Ad Misericordiam: é uma falácia que acontece quando a pessoa apela para a compaixão do interlocutor. Exemplo: um homem vai em uma entrevista de emprego e, ao ser perguntado sobre suas qualidades para a vaga, responde que precisa sustentar a família. Por mais que a razão seja legítima, é um argumento que não é condizente com a pergunta que lhe foi feita e, além disso, “joga” com a misericórdia do outro.

- Falsa Analogia: essa falácia se dá na realização de uma analogia que é, em si, descabida, por representar situações diferentes. Exemplo: se os cirurgiões podem levar radiografias para auxiliar na hora de uma operação, os estudantes deveriam poder levar livros consultar nas provas. Uma situação não pode ser comparada com a outra, afinal, os cirurgiões não estão sendo submetidos a testes para comprovar se aprenderam.

- Hipótese Contrária ao Fato: acontece quando a pessoa parte de uma hipótese que não é verdadeira. Exemplo: se eu não tivesse começado a jogar futebol, nunca teria conhecido o João. A hipótese é falsa, visto que seria possível ter conhecido o tal João em diversas outras situações. Qualquer conclusão tirada a partir de uma hipótese contrária ao fato também é falsa.

- Envenenar o Poço: essa falácia consiste em, antes de um debate ou conversa, um dos envolvidos tenta desqualificar o que o outro irá falar. Exemplo: a mãe de uma aluna é chamada pela professora para uma conversa. No caminho para a escola, a aluna fala para a mãe: “essa professora tem “marcação” comigo e ela vai me atacar de qualquer jeito. O que aconteceu foi que a aluna “envenenou” a professora, tentando, em referência ao poço, impedir que os outros bebam da sua água.

- Argumentum Ad Hominem: ocorre quando, em um debate, um dos envolvidos faz um juízo de valor sobre o outro para tentar desqualificar o seu argumento, ou seja, ele “combate” a pessoa, e não o argumento. Exemplo: “Maria está discutindo com Joana e, em determinado momento, rebate Joana argumentando que ela não tem ensino superior”. O argumento, nesse caso, não promove o debate de ideias, mas o ataque gratuito a figura do interlocutor.

 

A escrita é outra grande área da comunicação. Essa competência é, muitas vezes, “temida” pelas pessoas: é só pensar em quantas pessoas não se sentem confiantes na hora de escrever uma redação. A escrita, para ser bem exercitada, engloba uma série de habilidades que, combinadas, resultam em um bom texto – é necessário domínio do idioma, organização lógica, coesão textual, conhecimentos diversos e capacidade de conexão entre eles, conhecimento da própria estilística de escrita... São vários pontos nessa composição, e todos eles devem ser observados e desenvolvidos. Nesse processo, existe, claro, a tendência natural de cada um, ou seja, o quanto de potencial existe no sentido de dominar essa competência, mas, seja para quem tem desenvoltura ou para quem tem dificuldade, mas quer se aprimorar, algumas coisas dicas práticas são muito úteis.

Primeiro, leia bastante! Não precisa ser necessariamente livro, mas até a leitura de notícias já auxiliam. Claro, quando se lê algo com um conteúdo que acrescenta conhecimento, é melhor, mas, para a finalidade de aprimorar a escrita, a leitura de textos bem escritos, independente do gênero, é uma grande aliada. Isso ocorre porque, a partir da leitura constante, além de ir apreendendo, mesmo que de maneira inconsciente, questões de lógica textual, progressão e coesão, você também “acostuma” o olho na parte gramatical: por mais que você não conheça todas as regras, você “sente” que falta (ou sobra) uma vírgula, que o pronome deve ser posicionado de tal maneira ou que existe repetição de termos.

Outra coisa que ajuda, por mais que seja óbvio, é escrever, e isso pode ser feito por treino ou por, por exemplo, estudo, ao fazer síntese de um assunto do seu curso. Depois, claro, é necessário analisar o próprio texto com um olhar crítico e verificar os pontos de melhoria. Esse exercício serve também para identificar os próprios vícios de linguagem e ir, aos poucos, eliminando-os.

Por fim, a curiosidade pelo próprio idioma é fundamental, principalmente para ampliar o vocabulário. Seja na leitura de textos difíceis, ou mesmo antigos, ou então em poesias, nós sempre aprendemos palavras novas e, depois, você pode encontrar uma maneira própria de internalizar o conceito e agregar o novo vocábulo ao seu léxico! Com isso, você também se vê mais preparada na hora de realizar explicações e conexões de conteúdos.

Outro aspecto maestro na hora de se comunicar é a oratória e, em conjunto, a retórica. De forma muito simples, a oratória é a arte de falar bem em público, e a retórica está ligada com utilizar o ato de comunicar como meio de convencimento e persuasão. Quando se trata de debates, exposições e discursos, os dois conceitos se tornam complementares e indispensáveis para se obter sucesso.

A comunicação em público possui seus princípios reguladores que devem ser respeitados: simplicidade, eficácia de impacto e convicção. Quando se está falando em público, enfrenta-se três momentos, que podem ser comparados com um avião que decola, voa e aterrissa. No início, pode-se realizar uma apneia de 4 segundos, e é fundamental estimular a curiosidade dos ouvintes, envolvendo-os na fala. O início é muito importante, sendo o momento onde se ganha ou se perde o público, então é importante, durante a fala, se dirigir aos presentes como um todo, sem excluir ou privilegiar determinado grupo ou indivíduo. É também necessária a boa articulação e saber utilizar o diafragma. Durante o “voo”, o segundo estágio, a ação deve ser simples, suave e elegante, com aceleração ou desaceleração de acordo com o seu interesse de fala. A operação também deve ser feita de modo a parecer improvisado. Durante o voo, a pausa inteligente também é um recurso interessante, pois estimula a audição e a curiosidade da plateia, mantendo a atenção. Ao final, chega-se na aterrissagem, momento que é tão perigoso quanto a “decolagem”. Não se pode baixar a guarda, diminuir a animação, intensidade da voz e energia nas ações, evitando a “morte” da voz. O final tem que ser feito de forma súbita, procurando gerar o mesmo efeito do início: estimular a plateia e deixar a sensação de “quero mais”.

No que se refere à retórica, podemos, mais uma vez, recorrer à imensa fonte de saber da Filosofia Antiga: Aristóteles já indicava três pilares da argumentação que fazem realidade no discurso e definem um bom orador: ?θ?ς (ethos), π?θος (pathos) e λ?γος (lógos). Aplicando esses três elementos durante o discurso, o poder de convencimento torna-se muito alto e, com isso, é possível persuadir o público ou “vender” uma ideia ou posição.

O primeiro ponto, o ethos, está ligado com a credibilidade, com a autoridade que o locutor tem para falar sobre o assunto. A palavra grega gera, por exemplo, “ética”, então fica um pouco mais simples entender o seu significado e a sua aplicação na retórica. O que ocorre é que, ao argumentar sobre algo que se conhece profundamente, já se viveu ou que ainda faz realidade na própria vida, o interlocutor consegue trazer toda a força da experiência, de já ter vivido e de “saber na pele” aquilo que se fala. Em suma, o locutor não apenas discorre sobre o argumento, mas ele vive o argumento.

O pathos é o elemento que agrega a emoção no discurso. É a parte capaz de emocionar, de “mexer dentro”, de tocar emocionalmente o público. Essa esfera do discurso, no entanto, deve ser explorada com cautela e inteligência, pois a linha entre a utilização funcional e um certo apelo emotivo, forçado, é muito tênue, e a segunda situação configura pecado. E o pathos também está ligado com a capacidade de “explosão” do locutor, e isso reforça a questão da cautela e da sabedoria ao se valer desse pilar, e aqui vale, para lembrança, o velho ditado: a diferença entre o remédio e o veneno é a dose.

A lógos, já explorado no começo do texto, indica justamente a capacidade do interlocutor de organizar logicamente o seu discurso. É a capacidade de fazer links, de dar sequência à fala e de “pegar na mão” do ouvinte para que ele, por meio desse prosseguimento ordenado, entenda e seja convencido do argumento.

  • terça-feira, 20 de março de 2018
Confira os depoimentos de alunos que realizaram a sua primeira viagem internacional com a AMF!

Confira os depoimentos de alunos que realizaram a sua primeira viagem internacional com a AMF!

Viajar é uma atividade realmente apaixonante – não é por acaso que algumas pessoas têm como um dos objetivos conhecer o mundo. A viagem é uma experiência única em vários aspectos, a começar pela própria interioridade do indivíduo, pois cada um, de acordo com a sua própria personalidade, impacta cada local de maneira diferente.

Os destinos, da mesma forma, são únicos em todos os aspectos: cultura, povos, culinária, costumes, história... Por isso, viajar é de fato algo fascinante e que move a todos! Além de todos os fins turísticos, a viagem, por proporcionar tantas novidades ao indivíduo, é também um ótimo instrumento formativo!

Aqui na AMF, dentro da nossa proposta de formação integral, colocamos a internacionalidade como um dos pilares desse processo, justamente pelo fato de que o contato com uma nova realidade permite ao ser humano conhecer novos modos de realizar, rever conceitos e ampliar conhecimentos e horizontes. Em suma, é algo indispensável na formação de pessoas que buscam fazer de fato a diferença no próprio campo de atuação. Dentro desse contexto, a AMF dá o suporte ao aluno por meio, primeiramente, de aulas de idiomas, possibilitando a passagem de comunicação na hora da viagem; em complemento a isso, existem parcerias e acordos de cooperação para que o aluno possa realizar intercâmbios culturais e linguísticos!

Igor Gressler, acadêmico do curso de Direito e natural de Formigueiro, foi um dos alunos que realizou um intercâmbio. Ele participou do Prêmio FOIL, um projeto que ocorre a cada dois anos com o escopo incentivar os alunos a realizarem viagens com o duplo objetivo de conhecer um novo país e de estudar. Em 2015, Igor foi o vencedor do Prêmio FOIL e, no ano seguinte, viajou para Londres: “Foi uma experiência muito legal, até porque foi a minha primeira viagem internacional, e, sem dominar a língua inglesa. Fiz aulas na Regent School, que foram muito boas, principalmente pelo método e didática dos professores, que proporcionavam que eu pudesse ter um diálogo, ainda que básico, com colegas de outras nacionalidades, como Turquia e França. Mesmo sendo o nível básico, obtive grandes resultados, pois hoje me sinto mais preparado caso precise me comunicar em inglês. A cidade de Londres é maravilhosa e, mesmo ficando 20 dias, não consegui visitar tudo o que eu queria. Fui me organizando para ir nos locais que mais me chamavam a atenção, e era um sentimento de vontade real de ficar lá. Eram atrações turísticas, artistas de rua, quer dizer, só de andar na cidade já valia muito a pena. É uma cidade fantástica, muito diferente.”

Igor Gressler em Londres, na Inglaterra.

 

Além das iniciativas permanentes, a AMF realiza eventos científicos e culturais em outras partes do mundo! No ano passado, ocorreu o Symposium Internacional "Pedagogia Contemporânea: Responsabilidade e Formação do Jovem para a Sociedade do Futuro", em comemoração aos 10 anos da instituição, na sede da Unesco, em Paris (confira o vídeo produzido em virtude desse grande acontecimento). Nessa oportunidade, mais de 40 alunos dos cursos de graduação estiverem presentes e participaram não apenas do evento científico, mas conheceram uma cidade muito diferente, conheceram o Louvre, maior museu do mundo, dentre outros pontos turísticos e, ao final, foi promovido um curso com os alunos. O aluno Amauri Venturini, um dos participantes dessa viagem, conta um pouco da experiência: “Às vezes eu me pego pensando em quando eu estava lá, em Paris, e como era bom. Foi uma viagem que me marcou muito, pois era tudo novidade: clima, pessoas, arquitetura, cultura. E eu acordava cedo para ir nos pontos turísticos ou nos eventos, e ainda tinha a questão do fuso horário, só que mesmo fazendo muitas coisas, eu sempre acordava disposto para as programações do dia seguinte. Na questão financeira, eu tenho um planejamento pessoal, quer dizer, eu não estava juntando dinheiro especificamente para a viagem, mas sempre me organizo quanto a isso e, quando apareceu a oportunidade de viajar, eu tinha uma reserva que era suficiente. Muitas pessoas dizem que viagens para a Europa são clichês, comuns, e talvez esse seja o sentimento de quem ganha tudo dos pais, mas não para quem se planejou, se organizou, trabalhou e juntou uma quantia. Além da viagem em si, de conhecer a cidade, tivemos a oportunidade de participar do evento promovido em comemoração aos 10 anos da AMF. Também o suporte que nos foi dado na organização da viagem, em passeios, hospedagem e orientações como um todo foi essencial”.

Amauri Venturini na cidade de Paris, França.

 

Outra aluna que estava presente no Symposium foi Caroline Alana Friedrich, acadêmica do curso de Direito e natural do município de Agudo. Saindo de Paris, ela, que é descendente de alemães, foi passar alguns dias na Alemanha, conhecendo um país que, para ela, tem um significado também pessoal: “O que eu mais gostei foi ter conhecido uma cultura bem diferente da nossa aqui do Brasil. São pessoas diferentes, locais lindos, e foi muito legal. Em relação à organização para a viagem, esse foi um dos poucos momentos em que eu tive que me virar sozinha. Eu ganhei o Prêmio ODS, da Fundação Antonio Meneghetti, e juntei com o valor guardado no banco e realizei a viagem, e me dá orgulho ter, na minha idade, conhecido outros países, sendo que meus pais ainda não saíram do Brasil. Foi uma experiência maravilhosa, bem marcante, especialmente por ter ido também para a Alemanha, pois eu tenho ascendência alemã, e ter ido conhecer as minhas origens, conseguindo me comunicar com o alemão, idioma que eu aprendi aqui. Isso foi muito importante para mim”.

Caroline Alana Friedrich na Alemanha.

 

Natália Santos, acadêmica do curso de Ontopsicologia, participou ativamente do evento na França – compôs uma das mesas-redondas, junto com outros 3 alunos, falando sobre a situação da juventude atual, as problemáticas e as soluções. Depois, ela aproveitou para conhecer a Itália, país onde nasceu a ciência que ela estuda cotidianamente no curso que escolheu. Falando em um viés mais intimista, ela comenta como foi realizar a sua primeira viagem internacional: “O que eu mais gostei da viagem é como conseguimos relativizar a ideia que temos de nós mesmos. Você está em outro lugar, onde você não conhece ninguém, e esse sentimento vem inclusive antes: com 19 anos, eu não imaginava estar na Europa, na França, na Itália. Era, claro, uma ideia simpática, que me agradava, mas não estava dentro das minhas perspectivas naquele momento. Eu ganhei o Prêmio FOIL, e isso já foi um primeiro estímulo, pois me dava a passagem aérea. Eu fui para Paris, participar dos eventos em comemoração aos 10 anos da AMF, e depois foi para a Itália, onde passei por Florença e Roma. Nesse segundo país, eu fui somente com mais uma pessoa em Florença e depois sozinha em Roma, e essa experiência de estar sozinha em outro país é indescritível. Eu saí de Paris sozinha, de trem, algo que eu nunca tinha feito, e eu tinha que fazer! E isso faz com que você se confronte com a situações, porque não existe experiência naquilo, e você precisa resolver. E acho que foi exatamente por isso que a experiência na Itália foi mais marcante, por eu estar sozinha, então foi uma viagem mais reflexiva, digamos assim, na qual eu estava em situações com as quais eu nunca tinha lidado e eu tinha que resolver. Quando a gente desconhece algo, como eu não conhecia a Itália, o encontro com aquilo gera uma espécie de empatia, uma compreensão de que existem uma diversidade muito grande no mundo. Uma viagem dessa dá a você todas as possibilidades que existem para fazer tantas coisas, pois, dependendo da realidade da qual cada um vem, não existe a dimensão do que é uma viagem dessa e do que você consegue fazer. Na viagem você tem a evidência do quanto você é capaz, e não só você, pessoalmente, mas também o homem como um todo: são tantas coisas grandes, tantas obras de arte, tantas construções, monumentos e tudo feito pelo ser humano! Isso traz para você uma grandeza, um enriquecimento, e você vê que existe possibilidade de fazer coisas grandes, coisas belas. Eu acho que isso é o que eu mais gostei da viagem, porque me enche o coração essa capacidade do homem de realizar. É uma coisa linda, e foi o que eu consegui ver nessa viagem”.

Natália Santos em Florença, na Itália.

Esses são relatos de alunos que, com esforço, perseverança e vontade, conseguiram essa conquista! Prepare-se e fique atento para, quando a oportunidade aparecer, realizar também a sua viagem!

 

  • quinta-feira, 15 de março de 2018
#Soucalouroamf

#Soucalouroamf

Confira os depoimentos dos calouros de 2018, relatando o por quê escolheram a faculdade e como está sendo sua adaptação à vida acadêmica.

"Primeiramente, é uma experiência única. Quando eu resolvi vir para o Recanto, estudar na AMF, vim com um único objetivo: ser alguém na vida.

Aqui no Recanto Maestro, as oportunidades surgem, crescer na vida faz mais sentido, se adaptar, fazer amizades, crescer. As pessoas que chegam à Faculdade Antonio Meneghetti, elas mudam (para melhor, com certeza), você aprende a viver de uma maneira melhor, aprende como é a realidade do ser humano. Quando você cursa o que realmente gosta, você muda os seus sentidos, a maneira de estudar, a maneira de querer sempre aprender mais e mais. Aqui, você aprende muito, e a cada dia que passa eu to aprendendo mais e mais. Todos tem um objetivo, todos tem um futuro, e nesse lugar ele é reservado para tudo isso, realmente, o futuro é aqui."

Adriel Machado – 1º Bacharelado em Semestre Sistemas de Informação

 

"Observando o Recanto do Maestro, de imediato, percebe-se excelência. Sou fascinada por tudo o que é bem feito, gosto de ver o produto da síntese de eficiência e eficácia, seja em qual for a natureza da obra. Excelência inspira o que há em sua volta a ser excelente também. Morar no Recanto influencia meu modo de pensar-agir, porque, naturalmente, adoto as características que o tornam excelente, de forma a desenvolver também o potencial intrínseco do meu ser. 

A Faculdade Antonio Meneghetti zela muito pelo desenvolvimento humano, pois compartilha essa característica proveniente de seu meio – um centro de artes e cultura humanista que é referência internacional. Essas condições, sem dúvidas, configuram uma cultura voltada ao ser humano, exaltando nele as características de um verdadeiro líder, que protagoniza suas ações. Uma das virtudes necessárias para uma sociedade de sucesso é ser constituída por indivíduos conscientes da importância de dar o seu melhor, e complementar a isso, obras que constantemente respaldam que sonhos são possíveis e que são mãos e mentes humanas, como as minhas e como as de qualquer pessoa, que os tornam reais, assim como tornaram o Recanto do Maestro o que ele é hoje.

Olhar imagens do Recanto do Maestro no Google Street View depois de tê-lo conhecido pessoalmente me deixou sem palavras, vide que a visita do carro foi em 2012 e minha primeira visita ao Recanto foi em dezembro de 2017, porque é esplêndida a evolução calhada por esta pequena parte da Quarta Colônia em questão de 5 ou 6 anos. Um crescimento sócio-econômico dado em função exponencial; Eu tenho certeza que os resultados mais significativos desta evolução provêm de uma série de acontecimentos que acarretam seus sucessivos. Em outras palavras: Exemplos que geram novos feitos. O que menos falta no Recanto são exemplos de sucesso e esse, sem dúvida nenhuma, foi o motivo responsável pela minha melhor escolha, digo “melhor” porque posso evidenciar isso a partir do que tenho vivido aqui nestes primeiros dias.

Dado que todos os seres humanos são iguais, é passível afirmar que todos possuem excelência em algo – não que isso implique em a pessoa saber qual é sua excelência, mas sim, ela tem e só precisa descobrir –. Quando uma pessoa manifesta sua excelência, ela instiga a pessoa ao lado a também externalizar a sua. A ausência da manifestação de excelência é a contaminação do comodismo e isso é um mal, justamente, porque o comodismo não inspira a criação de nada. A falta de inspiração impede o sucesso.

Às vezes saio a contemplar a exuberância desse lugar, que carinhosamente chamo de Terra Média, e lembro-me de uma passagem do livro The Fountainhead da escritora russo-americana Ayn Rand onde o Howard Roark constrói, não um templo religioso, mas sim, um templo para homens; Na justificativa de que nesse lugar o homem iria para se sentir grande, jamais para se prostrar, mas para ser contemplado; Para saber o quão grandioso o ser humano é e sentir orgulho de também ser um. Aqui eu me sinto assim. Eu me sinto capaz e a Faculdade não só abastece esse meu sentimento como também dá espaço para eu me realizar."

Gabrieli Silva da Silva – 1º Bacharelado em Semestre Sistemas de Informação

 

"Escolhi vir para a AMF por ser uma faculdade com um atendimento diferenciado, uma instituição que concede oportunidades e que zela pelo bem de seus alunos. Está sendo um grande privilégio poder fazer parte de algo tão humanista. Posso realmente sentir como se aqui fosse meu lugar. Espero que continue desse jeito, pois quero me formar como uma pessoa melhor para o futuro e ser um grande exemplo."

Bruna Wollmann – 1º Semestre de Bacharelado em Ontopsicologia 

  • segunda-feira, 12 de março de 2018
O que esperar do seu primeiro ano de faculdade?

O que esperar do seu primeiro ano de faculdade?

Na vida, algumas fases são marcantes e, em especial, nos marcam aquelas que trazem grandes mudanças para a nossa realidade. Por mais que a memória não alcance, mas são fatos como o primeiro dia de aula, o início da prática regular de um esporte, a dedicação à um instrumento musical, a decisão interna e séria de adotar determinadas atitudes para atingir um objetivo... Todas essas passagens representam grandes viradas na nossa vida, incluindo rotina, relações interpessoais, interesse, mentalidade e estilo de vida.

Dentre esses períodos, um dos que se destacam é o ingresso no Ensino Superior e, mais especificamente, os primeiros seis meses, primeiro ano do curso de graduação escolhido. E muitos são os motivos desta ser uma fase tão marcante na vida de uma pessoa: estamos entrando na fase adulta da vida, mas ao mesmo tempo ainda não temos a maturidade necessária para lidar com tudo; passamos a dividir a sala de aula com as mais diversas pessoas – agora em todos os aspectos, a começar pela idade; os professores costumam ser muito diferentes daqueles do Ensino Médio; os assuntos que estudamos, da mesma forma, costumam não guardar relações tão fortes assim com os conteúdos escolares. Enfim, são muitos pontos, mas, em síntese, uma coisa que costuma acontecer é que ampliamos o nosso “raio de visão” e passamos a enxergar um sem-fim de possibilidades que antes nos pareciam distantes ou nem mesmo passavam pelo pensamento.

Isso acontece porque, via de regra, os centros de ensino superior são locais de livre pensamento, de debate de ideias e, essencialmente, de desenvolvimento da inteligência humana. Esse é um pressuposto que os calouros devem carregar consigo e, mais do que isso, devem ter a mente sempre disponível para aprender e para mudar algum aspecto da própria vida, dos maiores aos mais banais – afinal, essa é, essencialmente, uma fase de autoconhecimento e descobertas!

Então, como podemos aproveitar esse período da melhor forma? Vivendo cada momento com o seu devido valor e buscando perceber como cada atividade nos “toca”. Além disso, um certo relativismo, responsável e tendo como base sempre cada um de nós, é importante, e dentro disto, o questionamento sadio e a experimentação do maior número de atividades. Também a interação com os amigos é muito interessante, pois estes podem ser ótimos pontos de desenvolvimento mútuo. Isso se justifica pois, nesse momento, nós ainda temos “elasticidade”, e é mais fácil e simples a realização de mudanças funcionais na própria vida.

Pesquise sobre os projetos que a instituição oferece e participe daqueles que lhe são simpáticos; busque atividades práticas dentro do curso escolhido; busque trabalhar, até mesmo com coisas que, a princípio, não parecem ter muita relação com a sua graduação. E por qual razão tudo isso é importante? É na ação que nos conhecemos e nos construímos, então precisamos fazer para descobrir a nossa identidade! E, a partir dessas atividades, procure sentir e entender quais te dão mais ganho, mais felicidade, mais realização – esse é um ótimo indicativo de, por exemplo, o tipo de profissão que, no futuro, lhe trará realização. Ah, outra coisa importante aqui: não tenha receio da opinião alheia sobre alguma escolha, desde participar de um projeto até, eventualmente, mudar de curso. A verdade de cada um é individual e deve ser construída assim, individualmente, nas escolhas de decisões.

E, no mais, viva essa bela fase da vida! Quando entramos na faculdade, estamos em um período da vida no qual temos muita energia, força e vontade de fazer! Direcione toda essa abundância vital para atividades que de fato lhe fazem crescer e se descobrir, pois a vida é um grande presente para aqueles que sabem vivê-la de acordo com a própria identidade!

  • quarta-feira, 7 de março de 2018
Métodos e dicas de estudo

Métodos e dicas de estudo

Estudar...essa é uma das tantas atividades da vida que, apesar de sabermos da importância, por vezes “deixamos de lado” e não fazemos como deveríamos. Hoje, então, vamos falar sobre métodos e dicas de estudo, com ações práticas e simples que podem ser feitas e ajudam a melhorar o rendimento acadêmico. Antes de comentar essas ações, existem três premissas importantes: a primeira é que o estudo é de fato uma tarefa árdua, de sacrifício, mas muito recompensadora, especialmente para quem quer ser grande – não se alcança a grandeza sem estudo e não é possível transferi-lo; a segunda coisa é ser realista, mas no seguinte sentido: se eu não tenho hábito de estudar, não vou conseguir, como mágica, começar a estudar 5h por dia, e o melhor é ir aumentando gradativamente o tempo de estudo; a terceira é que cada pessoa funciona de uma maneira, ou seja, você precisa conhecer o seu modo próprio de funcionamento para estudar de maneira conforme.

Da prática à excelência: como já foi dito, se você não tem hábito de estudar, não vai ser proveitoso passar muito tempo estudando. O melhor é começar com pouco tempo de por dia (pouco mesmo, como 20 ou 30 minutos) e ir aumentando semanalmente o tempo de estudo. Você pode definir o quanto vai aumentar de acordo com o seu próprio ritmo, e o importante é ir progredindo sempre. Para se tornar hábito, uma prática precisa ser exercitada por aproximadamente 6 meses, então, para tornar o estudo um hábito na sua vida, seja persistente.

Organização: aqui, além de realista, você precisa ser razoável e ter senso de hierarquia e prioridades. O primeiro passo é definir algumas coisas para organizar como será o estudo: quanto tempo livre eu tenho para estudar nessa semana? Quais são as prioridades de conteúdo? Saiba organizar com inteligência o tempo e as demandas para que se obtenha o máximo de aproveitamento. Outro ponto interessante quanto à organização é que não vale a pena fazer calendários muito longos, então o melhor é organizar os estudos semana a semana. Um bom dia para se fazer isso é no domingo, quando podemos recapitular as atividades da semana que está para começar e podemos distribuir as atividades com mais clareza e realismo.

Horários de estudo: muitos são os debates sobre a melhor hora de se estudar: estudo pela manhã, logo quando acordo? Ou pela noite? Antes de tudo, é importante conhecer as suas próprias normas de funcionamento, pois a medida de produtividade vai ser sempre de acordo com você. No entanto, uma “regra” que se deve observar é a seguinte: normalmente fazemos muitas coisas ao longo do dia, e, no que se refere ao estudo, é importante concentração e foco. Por isso, o melhor é estudar antes ou depois de termos entrado no giro das demais atividades, pois, enquanto estamos fazendo outras coisas, é impossível atingir a concentração necessária para se estudar – e é por isso que o melhor é estudar logo ao acordar (antes de “começar o dia”) ou de noite, ao chegar em casa (depois que o dia já “terminou”). Desse modo, você evita dividir a atenção do estudo com as outras demandas do dia.
 


 

“Estudar”: a palavra estudar é um verbo. Se os verbos indicam ação, não seja passivo no estudo! Isso significa que, para apreender melhor os conteúdos, você deve ser ativo e fazer coisas a partir do que foi lido. Já de começo, uma coisa indispensável é ler em voz alta. Ao fazer isso, você estimula um número muito maior de sentidos e, assim, absorve melhor o que está lendo. As demais ações também são dadas pelo estudante, pois as possibilidades são várias: você pode fazer síntese dos conteúdos, escrevendo (à mão, pois dessa forma estimulamos um número maior de neurônios) um número pré-definido (por você) de linhas (de 10 a 20 linhas, pois isso garante objetividade e aumenta o seu poder de síntese), de maneira a contemplar os principais pontos daquilo que foi estudado; ou boa ideia é fazer um resumo oral do conteúdo; você pode também discutir o assunto com um amigo que já estudou aquele assunto, sem nenhum tipo de consulta, para testar se você (e ele) realmente compreenderam o tema a ponto de desenvolver um diálogo. Outra maneira (muito eficaz) é pensar em aplicações práticas do conteúdo estudado – desse modo, você consegue vincular a teoria estudada à uma situação real, e, ao ver ou pensar na situação prática, o conteúdo teórico vem à tona na memória.

Tenha objetivo nos estudos: sabe por qual motivo muitas vezes o estudo parece chato? Porque muitas vezes não “linkamos” aquele esforço com os resultados que queremos obter. Você quer ser grande? Quer ter uma empresa? Um escritório de advocacia? Ser um grande profissional? O estudo é um dos meios pelos quais você chega lá, e é assim que ele deve ser encarado: uma parte do caminho! O processo, para ficar mais atrativo, pode ser também “moldado” pelo objetivo. Vamos tomar o curso de Direito como exemplo para entender isso: se você faz Direito e quer ser Juiz na área trabalhista, você pode esquematizar seus estudos nesse sentido. Pesquisar as quatro fases da prova, os temas cobrados, e se focar nas áreas do Direito que de fato serão úteis para você. Em síntese, você precisa ver sentido no estudo.

Saiba aproveitar a aula: e também os momentos em casa! É preciso entender como, para você, é mais funcional realizar o seu estudo, o que você pode aproveitar na aula e como você pode “render” em casa. Esse processo também é muito pessoal, pois algumas pessoas aprendem melhor a partir da explicação do professor, já outros preferem ler sozinhos, então aqui também é necessário saber um pouco sobre si mesmo. Em sala de aula, o mais importante é saber como “extrair” o máximo do professor. Ele não é o único detentor do conhecimento, então uma boa estratégia é descobrir com ele quais são os assuntos das próximas aulas e realizar estudos em casa antes da aula, pois, dessa forma, você utiliza a aula para tirar dúvidas e para ver algo que passou despercebido durante o seu estudo. Você também pode tirar dúvidas com amigos ou outras pessoas que tenham domínio do assunto que você está estudando. O professor é um guia, mas o aluno pode (e deve!) ser independente.

Ambiente de estudo: para se ter um estudo proveitoso, o seu local de estudo PRECISA estar em ordem. Escolha um lugar limpo, organizado e agradável para estudar, e um lugar que não cause distrações: estudar, por exemplo, em uma mesa com uma janela que dá vista para o mar ou para um belo campo é uma atitude que dificulta a concentração! Prepare o local com tudo o que você vai precisar, como livros, cadernos, lápis, canetas... e isso também significa deixar de lado também aquilo que você não precisa, ou seja, nada de celular! De preferência, desligue o celular e deixe-o em um lugar distante. Para quem gosta de estudar no computador, ele pode ser uma grande ferramenta, mas não funciona sozinho. Além disso, é preciso ter disciplina, foco e responsabilidade com esse meio, pois muitos vão estudar no computador, mas em poucos minutos já estão navegando em outros sites da web.

Conhecimento interdisciplinar ajuda (e muito!): por fim, seja interessado e curioso sobre o máximo de coisas possíveis, pois esse é um excelente modo de “gravar” o que foi estudado. Isso acontece porque você conecta o estudo com situações práticas e vê aplicação do conteúdo, e isso faz com que você “crie” imagens mais concretas para lembrar do conteúdo. Um claro exemplo disso: a maioria das pessoas, mesmo sem nunca ter estudado Direito, sabe a diferença entre homicídio doloso e culposo. Como isso é possível? Ao ler notícias, muitas vezes nos deparamos com esses termos em situações da vida real e, aos poucos, vamos apreendendo o sentido. Isso acontece com qualquer conteúdo. Outra dica muita boa, principalmente para lembrar de termos mais difíceis e de seus significados, é buscar saber a etimologia da palavra. Muitas vezes as palavras grandes e difíceis de lembrar são junções de dois termos, mas só conseguimos visualizar com clareza essa combinação quando descobrimos quais são esses termos. Essa medida é boa de maneira geral, pois aumenta o nosso vocabulário e nos dá muito mais capacidade lógica de descobrir o significado de um termo observando a formação da palavra.

 

 

  • sexta-feira, 2 de março de 2018